Muitos gurus da autoajuda e motivação costumam martelar a ideia de que a chave é simplesmente dar o primeiro passo. "Comece", eles dizem, como se isso fosse mágico e resolvesse tudo.
Mas, quem já se aventurou em um projeto que não deu certo, sabe que o início é só a ponta do iceberg. O que realmente nos testa é encarar os problemas, dificuldades e um monte de merd@ que acontece no caminho.
Tendemos a escolher projetos relacionados a coisas que gostamos. Por exemplo, quando alguém se inscreve em uma aula de Jiu-Jitsu ou MMA porque fica de bobeira assistindo aos profissionais lutando. A mesma lógica vale para inúmeras outras áreas, desde correr, criar um perfil motivacional ou até mesmo abrir um empreendimento.
Aí, vem o choque: você é um bost@ no que faz. No entanto, há uma peculiaridade: você tem bom gosto.
Daí, quando você começa a postar em seu perfil, treinar Jiu-Jitsu, dançar, empreender, ou o que quer que seja, você se compara aos mestres. Aqueles que já dominam a arte há tempos. E é aí que começa o drama. Seu texto não chega nem perto do do Seth Godin e seu mata leão não é tão eficaz quanto a do Victor Belford (sério, quantas vezes já deixei o oponente escapar com o golpe encaixado).
Então, você encara dois desafios para seguir em frente com seu projeto.
Aceitar que você é ruim, e quando digo ruim, é ruim mesmo. É parte do processo. O fundamental é reconhecer isso e crescer a partir daí. Lembra quando mal sabia andar? Agora, anda como um profissional. Encare que você não é bom, mas...
Busque métricas e marcos de progresso. Você vai melhorar, isso é garantido. Mas precisa estar ciente disso para manter a motivação. Na escola, temos aquelas séries que marcam nosso progresso. Se dominar um pouco de matemática, português, física e geografia, entre outras disciplinas, você passa para a próxima série. Leve essa lógica para sua atividade. Se tem um blog, fique de olho nos comentários, nos emails e na quantidade de visitantes. No Jiu-Jitsu, há a graduação, mas antes disso, você precisa competir e treinar com seus colegas, pedir dicas e perceber que está evoluindo.
Começar é só o começo. O desafio real é aceitar que ainda não é bom o bastante e se dedicar ao processo de melhoria contínua.
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